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Cenas adultas no quarto

Dia grande cá em casa.

Por fim, temos um edredon de adulto! Nanana ... já não há guerras de edredon ora puxa para um lado, ora puxa para outro, bendito edredon de corpo e meio a sobreviver no meio da querela. Mas prova provada que a malta aguenta com o que há, enquanto se está bem, não é essencial mais.

Mas, enfim, 10 anos depois, e 5 deles em edredon-sharing, a Ikea venceu-me com as opções 1 em 3 e agora tenho a cama toda tapada por um edredon fofo, anti-alérgico (vivo com um "menino", por deuses), que tem intensidade 6 no inverno (sim, estamos mesmoooooooo na Suécia!) e 1 para a primavera e outono (ou seja de Março a Maio e de final de Setembro a Dezembro, sendo muito realista). Ou seja, somos uns pedantes com um edredon desfazado das nossas necessidades. Sim, porque se não vou à praia também não vou dormir de fato de banho!

Mas tem um aspecto mesmo de quem diz: "deita-te, dormeeeeeeee!". É um facto.

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Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
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Dos maldiitos

via boudoir photography

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Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Das pequenas coisas

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Terão que ser as pequenas coisas. A partir delas, tudo se enreda e o equilibro pesa para o complicado. Sinuosos os caminhos para que nos encontremos. Doloroso o andamento que faz que nos afastemos mais do que estejamos próximos mesmo quando tudo aponta para que haja uma cumplicidade e uma ligação súbita mas forte e consistente.
O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
São estas pequenas coisas. Que são fáceis e leves e perenes. Tão frágeis. Acabam tão depressa. Nada há-de ser …