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se eu ganhasse o euromilhões...

Antes de mais, cumpria as promessas aos meus 2 colegas de trabalho. Isso tá garantido

* Depois desaparecia, 3 meses, para o Le Telfair nas Mauricias e lia, lia, lia... arranjava um personal trainer e praticava programa de get in shape. E lia... apanhava sol e desligava-me de Portugal... de tudo. Mandava mensagens aos amigos mas ia encontrar-me.

* Investia o dinheiro (deixava o financeiro cá da casa dar umas dicas...).

* Viajava, viajava, viajava que nem louca: Australia & Nova Zelandia; EUA (coast to coast, mas forçosamente parando em Boston, Chicago e Washington + 1 mês em NY); Canada; Europa (sobretudo Escandinavia, Alemanha e Reino Unido); levava o moço para o Rio, Santa Catarina e Fernando Noronha! fazia mega spa na Tailandia. And so on.

* Ía estudar outra vez: ou Historia, ou Historia da Arte ou Filosofia.

* Ajudava todos os amigos (adequado a cada um) e familia.

* Vencia o medo e ía aprender equitaçao.

* Nunca mais pensava 2 vezes antes de comprar 1 livro que me fascinasse. Ou perdia um concerto que me agradasse.

* Montava uma mega estrutura de acolhimento condigno para idosos sem apoio familiar e carencias economicas. Algo mesmo de que me orgulhasse e desse carinho, apoio aos que merecem viver o fim da vida com dignidade e mimo.~

* Criava 1 Vanity Fair portuguesa. Uma verdadeira revista de qualidade com artigos de qualidade sobre temas com boa investigação a cimentar.

* Comprava 1 camarote no SLB e cada jogo em casa era uma festa!

* Ia à opera onde me apetecesse.

* Por fim, e aqui sim, mega surpresa, fazia a vontade ao moço e casava no Farol Design, no Outuno, com 1 vestido dos StoryTaylors de qualquer cor menos branco, com festa animada pelos Xutos, e ía de lua de mel para o Hawai.

Pronto, puff, acordei e nao ganhei o €milhoes. Merda
Foi um escargot que ganhou o premio.

Vá, estou vivinha e com saudinha
Que me aguente a trabalhar que com o meu esforço hei-de lá chegar [Nota Autora: ler de forma irónica]

Comentários

ah, não me esqueci do teu blog.
toma lá uma bela notícia:
http://www.record.pt/noticia.aspx?id=60ff4ade-36f9-4a52-be86-9089c3410455&idCanal=00000004-0000-0000-0000-000000000004

saudações benfiquistas.

j
Luisinho disse…
interessante a tua forma de gastar/investir o dinheiro! mas tenho apenas dois comentários:

1 - Boston? O que raio existe de interessante em Boston? (desculpa a minha ignorância)

2 - Story Taylors - falas cobras e lagartos do AJJ e vais buscar um vestido de noiva a um dos subsidiados do senhor (um deles era meu vizinho no Funchal...assim tipo a 10 metros de casa)

Bjs
Mónica disse…
Olá Joao
tão simpatico vires visitar-me!!! Se eu comprasse o camarote ias lá para as festas... depois de ontem, 1 grande benfiquista esta sempre convidado.

Vou cuscar os teus blogs!!!

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Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade. 
A intuição luta com o medo e na arena o medo mesmo que picado tem sempre muita força. O medo acossa-nos.

Das pequenas coisas

Talvez sejam as pequenas coisas. Como uma música que se ouve por acaso e se torna uma descoberta que nos marca um trânsito. Como um gelado fora de horas e com o sabor simplesmente certo de caramelo tal qual na nossa infância. Como aquele instante rápido entre fazer-nos à onda e o mar que nos toma por completo, nos restitui a energia e nos devolve ao mundo.
Terão que ser as pequenas coisas. A partir delas, tudo se enreda e o equilibro pesa para o complicado. Sinuosos os caminhos para que nos encontremos. Doloroso o andamento que faz que nos afastemos mais do que estejamos próximos mesmo quando tudo aponta para que haja uma cumplicidade e uma ligação súbita mas forte e consistente.
O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
São estas pequenas coisas. Que são fáceis e leves e perenes. Tão frágeis. Acabam tão depressa. Nada há-de ser …

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…