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Verão 2009

Apesar de ainda ser Verão vamos lá fazer 1 balanço desta época estival de 2009:

O QUE NÃO GOSTEI:

- a história da discriminção com os homosexuais e as dádivas de sangue. Muito feio. E estupido, nenhum argumento "cola" mesmo o demagógico barato.

- o acidente / erro (???) no Hospital Stª Maria que manietou a vida daquelas pessoas e em que ninguem se chega à frente para dizer "culpa nossa". Mas que país é este em que tem os tem no sitio para assumir responsabilidades ou investigar a sério e celeramente?

- ouvir, ver, ler, pressentir, ouvir falar, ouvir defender o inqualificável (LOL) Santana Lopes.

- jumpsuits e flores no cabelo. Meninas, já chega!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Que praga

- Férias terem terminado


O QUE GOSTEI:

- a imensa paciencia do meu namorado.

- os meus AMIGOS (desde os mais antigos aos mais recentes) que tem estado presente sempre que necessario, ora dando-me porrada ora mimando-me. Obrigada

- os meus Padrinhos de férias cá

- os livros que li e comprei e que ainda vou ler (em pulgas!)

- os ovos mexidos com farinheira em Estremoz e o pôr-do-sol alentejano...

- o meu cabelo (desculpem, mas está lindo de morrer não há cá lugar para contestação)


E está aberta a estação da "caça" às botas... YES, YES, YES

Comentários

Tigrão disse…
MENOS!
A paciência pode esgotar-se e aí começa a distribuir-se berlaitadas indiscriminadas. So.... mansa com as botas! Eu que veja!

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Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade. 
A intuição luta com o medo e na arena o medo mesmo que picado tem sempre muita força. O medo acossa-nos.

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Das pequenas coisas

Talvez sejam as pequenas coisas. Como uma música que se ouve por acaso e se torna uma descoberta que nos marca um trânsito. Como um gelado fora de horas e com o sabor simplesmente certo de caramelo tal qual na nossa infância. Como aquele instante rápido entre fazer-nos à onda e o mar que nos toma por completo, nos restitui a energia e nos devolve ao mundo.
Terão que ser as pequenas coisas. A partir delas, tudo se enreda e o equilibro pesa para o complicado. Sinuosos os caminhos para que nos encontremos. Doloroso o andamento que faz que nos afastemos mais do que estejamos próximos mesmo quando tudo aponta para que haja uma cumplicidade e uma ligação súbita mas forte e consistente.
O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
São estas pequenas coisas. Que são fáceis e leves e perenes. Tão frágeis. Acabam tão depressa. Nada há-de ser …