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Crónica de uma Loucura Anunciada ≠ 1

Até há poucos anos (nem assim até há muito tempo mas ao que parece que foi uma eternidade, uma outra galáxia temporal), o meu hobby eram compras.

A-D-O-R-A-V-A. Dava-me imenso prazer. Era um escape, um passatempo, uma forma de libertar energias, de estar sozinha horas sem me chatear. Era um vicio que elevei a forma de arte. Tinha olho para a coisa. 

De repente, passou a ter menos piada. Passou a ser algo que fazia mais espaçadamente, que me gerava frustração e que, lá pelo meio, ocasionalmente me deixava bem disposta quando acertava no contexto vencedor: time-opportunnity-budget-fab!

Depois veio a fase "não me apetece". 

Cheguei, por fim, à etapa em que COMPRAS me gera medo.

É o efeito regresso às aulas que baixa em mim se eu alguma vez tivesse sido um miúda tótó agarrada às saias da mãe a fazer birras. Entrar numa Zara cria-me tamanha crise de ansiedade, um aperto no peito que mais depressa acedo ir ao dentista. 

Ir às compras faz-me chorar. True story.

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gaja à beira da loucura

Isto pode paracer a demência absoluta mas já estou por tudo. A Alexandra Solnado (isso mesmo, este post vai por esse caminho...) dizia numa entrevista, há umas semanas, ao promover o seu mais recente "livro" que a maioria das pessoas que lhe aparecem para consultas, são pessoas doentes - jura?!
Agora, a sério, as pessoas padecem de doenças fisicas e, no seu desespero, que nem é discutivel porque cada um saberá o que se sente quando se chega a esse patamar, procuram ajuda ou conforto no projecto da Alexandra Solnado (é assim que se chama). Posto isto, explicava a Alexandra Solnado que as doenças são, não obstante, reflexos de outros problemas mais antigos ou e a outros níveis. Não me recordo dos exemplos que ela dava mas era algo como pessoas que tinham tido muitos desgostos e uma vida marcada pela tristeza, desenvolviam uma doença grave em especifico, localizada numa área do corpo em particular. 
Ora, e dando o beneficio da duvida a esta teoria (pois que temos a perder?), gosta…

Inesperadamente, a semana passada

Uns dias bons.
O  25 de Abril. Comer caracóis, os primeiros deste ano. Passear e trabalhar no Porto, deambular nos Clérigos. Diariamente, sessões de The Newsroom e Melhor do Que Falecer. O Pedro Mexia e os ferrinhos na emissão especial do Governo Sombra (e a banda sonora e a Manuela Azevedo e as citações certeiras de Salazar bem seleccionadas por Ricardo Araujo Pereira). O Benfica, tão grande! Opá, o Benfica ❤️

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Filme para incomodar, para gerar desconforto, que nos deixa sem conseguir estar sentados. Um filme que não é para quem não se gosta de ver ao "espelho".  A ultima cena, explica tudo. 


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National Geographic, às 2ª F

A rever. O Original. Só este interessa. 



De volta. Gente estranha. Dia 25!