Avançar para o conteúdo principal

IT Girl(s)

O termo IT Girl é sempre ingrato. Dá a sensação que uma pessoa é um restaurante, uns sapatos, um perfume ou um cocktail.

As IT Girls  representam todas as mulheres (geralmente mais nos seus 20's, inicio dos 30, máximo!) que detém "aquela" qualidade -"It"- que exerce sobre os demais uma forte atracção.

O que hoje é visto como o supremo gesto de futilidade, deriva de uma utilização original de um laureado pelo Nobel, Rudyard Kipling, escritor inglês afamado que num conto, "Mrs. Bathurst", em 1904 introduziu o conceito de "It":

"It isn't beauty, so to speak, nor good talk necessarily. It's just 'It'.

Em 1927 a expressão ganhou visibilidade de maior dimensão com o filme It, protagonizado pela actriz Clara Bow, considerada a primeira IT Girl.

Hoje em em dia, IT Girls há muitas. Cada criador tem as suas musas que o acompanham indefectiveis, cada grupinho de amigas socialites, actrizes, cantoras, modelas, consoante o olhar de falcão e o interesse dos editores de moda.

Para mim, uma IT Girl é alguém com joie de vivre e que se diverte com a moda. Não em comprar tudo o que é tendência ou nova colecção, mas a descobrir acessórios, a misturar estilos, adaptando-se às circunstâncias, mantendo um denominador comum que traduz o seu modo de estar, adequado às subtilezas do seu estado de espírito. Alguém que não deixa de ser quem é em prol do "que está na moda". Só porque sim.

Vai daí, gosto muito do género desta sempre-a-rir Viviana Volpicella, Assistant Fashion Editor da Vogue Japão, espécie de braço direito de Anna Dello Russo.

Tem um look contemporâneo, elegante, usável, mas muito "cool". Acho que tem imensa pinta!!!


StreetStyle20110403_02
















Comentários

Mensagens populares deste blogue

Do arrebatamento

O vestido caiu facilmente. Estava apenas preso pelas alças nos ombros magros e deslizou com vontade declarada pelo corpo, até ao chão, enquanto ela acendia uma única luz de presença.

Beijou-lhe o ventre. Sentiu-o a tremer. Antecipação. Expectativa. Sentia-lhe o calor sem sequer tocar. Era como uma fonte inesgotável de desejo prestes a desmoronar-se com um toque. Os dedos enfiaram-se entre a pele e a linha das cuecas de renda fazendo-as sair com mestria. Estava liberta, da máscara de tecidos, não das demais camadas de protecção. Tal não a impedia de arfar baixinho e com satisfação sob um rosto que perdia vergonha a cada caída da cabeça para trás.


Nua, encostada à parede fria, costas arqueadas, totalmente exposta viu-a a desmontar-se com cuidado ao primeiro beijo que se colou à boca como dali não houvera saída. Era intenso, forte, penetrante o modo como ela o arrastava para si com a língua e uma perna em torno da cintura.


Todo aquele momento era primário, selvagem, sem travões ainda que, e…

Das razões

Quero-te pela desarrumação incompreensível que somos. Quero-te pela forma como me procuras à noite na cama, ainda a dormir, de modo instintivo, apenas para te recostares do mundo e amaciares no meu calor. Quero-te (tanto) quando sais do mar, feliz e salgado, qual criança livre agarrado à prancha como se fosse o teu bem mais precioso, a tua melhor amiga, a porta para o teu refúgio. Quero-te pelos beijos inesperados, lentos, que invadem qual descarga eléctrica, e afirmam sem hesitações desejo e amor. Quero-te pela forma como te afundas num livro e tudo à volta entra em pause-still e, mesmo assim, de repente tocas-me no joelho, no cabelo, dás-me a mão. Quero-te porque sei que acreditas em mim e não me questionas, crês que posso mudar o mundo. Quero-te pela tesão, confiança, cumplicidade e pelas saudades que temos, ainda, sempre, um do outro. Quero-te por te rires quando começo a cantar músicas que gosto e ouço a tocar, esteja onde esteja. Quero-te por dançarmos na rua se preciso entre ga…

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…