Avançar para o conteúdo principal

Outra versão de mim

Para todos aqueles que não me suportam, que me acham uma pedante insolente, um ser opinativo e que fala sem filtros... mais uma razão para me acharem insuportável! Somos duas!!!! 

Para quem me dá a honra de ser meu amigo e me atura quando já não há força que aguente, digam lá que não estou amorosa no meu boneco? 

Já me imagino fazer um livro de aventuras em BD (que nem gosto) com esta bonequinha linda como heroína!!! 

Uma It Girl dos cartoons, com um loft no Upper East Side, que trata o Tom Ford por tu e que viaja de propósito à Africa do Sul para uma festa do Mandela. Uma Carrie Bradshaw com um cabelo mais giro, mais preocupada em carteiras do que em Manolos e "diferente das outras mulheres". Uma Aerin Lauder de negócios, com pulso de ferro da Madeline Albright. 

Sofredora pelo seu Benfica e capaz de pontapear o César Peixoto, sem medos, fazendo-o chorar! E a seguir começar a distribuir cacetadas aos pseudo jornalistas do Record que atacam o Glorioso. 

Uma itinerante curiosa buscadora de momentos, tipo máquina Kodak, com enorme vontade de mudar o mundo sem perder a esperança nem se deixar vencer pela triste percepção que a vida consegue ser lixada e as pessoas são, muitas vezes, mesquinhas e grandes desilusões. Uma cruzada do National Geographic. Um grande abraço que acolhe crianças que precisam de um mimo do mesmo modo como o meu coração precisa de bater.

Em suma, uma folha branca com o espaço e a habilidade para se escrever nela e de a fazer ganhar vida, de olhos bem abertos para o o resto do mundo e um sorriso de alegria.

Graças à Joana da http://lojadodixubo.blogspot.com, aqui estou euzinha em versão Happy Monica. 




Comentários

Joana(s) disse…
Obrigada eu uma vez mais, Mónica! :))
Fico muito feliz por ter gostado, é sempre bom perceber que, de alguma forma, conseguimos fazer alguém sorrir com o nosso trabalho! :D

Beijinho**
Joana

Mensagens populares deste blogue

Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade. 
A intuição luta com o medo e na arena o medo mesmo que picado tem sempre muita força. O medo acossa-nos.

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Das pequenas coisas

Talvez sejam as pequenas coisas. Como uma música que se ouve por acaso e se torna uma descoberta que nos marca um trânsito. Como um gelado fora de horas e com o sabor simplesmente certo de caramelo tal qual na nossa infância. Como aquele instante rápido entre fazer-nos à onda e o mar que nos toma por completo, nos restitui a energia e nos devolve ao mundo.
Terão que ser as pequenas coisas. A partir delas, tudo se enreda e o equilibro pesa para o complicado. Sinuosos os caminhos para que nos encontremos. Doloroso o andamento que faz que nos afastemos mais do que estejamos próximos mesmo quando tudo aponta para que haja uma cumplicidade e uma ligação súbita mas forte e consistente.
O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
São estas pequenas coisas. Que são fáceis e leves e perenes. Tão frágeis. Acabam tão depressa. Nada há-de ser …