Avançar para o conteúdo principal

O meu rating e o fernando nobre (inevitável!)

Sinto-me "poor".
Sinto-me "moody".
Sinto-me "Junk".

Mas, se eu me sinto assim, como estará para as agências de rating a condição do "ecuménico" Fernando Nobre? É que até elas devem estar confusas. Ora, apoia o BE, ora é mandatário do Mário Soares, ora é candidato independente a PR por não querer estar sufocado pelos partidos, ora é cabeça de lista do PSD.

Ele bem avisou que só o fariam desistir com um tiro. Perante tanto dramatismo tolo, foi mais fácil juntar-se ao Ken de Massamá pra' brincarem aos salvadores da pátria. Temos o Toy Story da política nacional montado. Bonito...

Sou o mais favorável possivel à renovação na AR. Limpar o "Junk" todo, colocá-lo num contentor radioactivo e todos pra' fila da responsabilização. E venha gente do bem, da sociedade civil, com um mínimo de noção da realidade, sem que esta lhes tenha sido definida nas jotas, nas concelhias, nas juntas and so on.

No entanto, para renovar assim, mais vale estarem quietinhos, certo?! 

É que renovar com um vira-casacas, um "perninha aberta" (andava louca pra' botar esta expressão minhota no blog), é de uma falta de credibilidade atroz. E logo pra' por o senhor como Presidente da Assembleia. Isto é que é vender-se bem. Muito nobre, de facto.

E quando não gosta das criticas, a mesma plataforma que lhe serviu de veiculo de promoção- Facebook- a conta é encerrada porque o homem que andou no meio da guerra não gostou que lhe apontassem o dedo, sobretudo os que antes o apoiaram.

Assim, o PSD vai elevar como seu representante máximo por Lisboa e putativo Presidente da AR, um gajo da sociedade civil cobarde e oportunista. Bela maneira de começar. SIGA.

Comentários

limpa ou não limpa. Queremos mas depois não queremos. O homem é independente. Haveria tanto barulho se ele fosse pelo PS?

Mensagens populares deste blogue

Do arrebatamento

O vestido caiu facilmente. Estava apenas preso pelas alças nos ombros magros e deslizou com vontade declarada pelo corpo, até ao chão, enquanto ela acendia uma única luz de presença.

Beijou-lhe o ventre. Sentiu-o a tremer. Antecipação. Expectativa. Sentia-lhe o calor sem sequer tocar. Era como uma fonte inesgotável de desejo prestes a desmoronar-se com um toque. Os dedos enfiaram-se entre a pele e a linha das cuecas de renda fazendo-as sair com mestria. Estava liberta, da máscara de tecidos, não das demais camadas de protecção. Tal não a impedia de arfar baixinho e com satisfação sob um rosto que perdia vergonha a cada caída da cabeça para trás.


Nua, encostada à parede fria, costas arqueadas, totalmente exposta viu-a a desmontar-se com cuidado ao primeiro beijo que se colou à boca como dali não houvera saída. Era intenso, forte, penetrante o modo como ela o arrastava para si com a língua e uma perna em torno da cintura.


Todo aquele momento era primário, selvagem, sem travões ainda que, e…

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Das razões

Quero-te pela desarrumação incompreensível que somos. Quero-te pela forma como me procuras à noite na cama, ainda a dormir, de modo instintivo, apenas para te recostares do mundo e amaciares no meu calor. Quero-te (tanto) quando sais do mar, feliz e salgado, qual criança livre agarrado à prancha como se fosse o teu bem mais precioso, a tua melhor amiga, a porta para o teu refúgio. Quero-te pelos beijos inesperados, lentos, que invadem qual descarga eléctrica, e afirmam sem hesitações desejo e amor. Quero-te pela forma como te afundas num livro e tudo à volta entra em pause-still e, mesmo assim, de repente tocas-me no joelho, no cabelo, dás-me a mão. Quero-te porque sei que acreditas em mim e não me questionas, crês que posso mudar o mundo. Quero-te pela tesão, confiança, cumplicidade e pelas saudades que temos, ainda, sempre, um do outro. Quero-te por te rires quando começo a cantar músicas que gosto e ouço a tocar, esteja onde esteja. Quero-te por dançarmos na rua se preciso entre ga…