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No, it's not!

Há momentos em que os nossos níveis de tolerância estão abaixo dos mínimos olímpicos. E não temos noção que devemos ter mais paciência ou ser mais compreensivos. É preciso levar um safanão para perceber que temos que desacelerar e ser mais ponderados na analise dos acontecimentos e racionalizá-los mais. 

Porém, até a paciência mais paciente tem limites. As pessoas arrogam-se a considerar que existem autoestradas desertas nas quais se pode exceder o limite de velocidade à vontade para dizer o que se quer e lhe aprouver sem quaisquer coima. Porque temos que aceitar todo e qualquer argumento ou posteriores pedidos de desculpa. 

Há coisas que não são desculpáveis pois não são acessos de frontalidade sobre uma questão ou duvida nossa, ou uma tentativa de nos chamar à razão ou uma diferença de pontos de vista. São sim momentos em que se professam ofensas. Em que se entra em campos minados, na esfera demasiado pessoal de cada um de modo invasivo e com todas as verdades assumidas como reais. 

E isso, pessoas, não é boa onda. 

Comentários

Ana Lau disse…
totalmente! há coisas que não temos de aturar e para as quais a paciência não resulta ...

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Das pequenas coisas

Talvez sejam as pequenas coisas. Como uma música que se ouve por acaso e se torna uma descoberta que nos marca um trânsito. Como um gelado fora de horas e com o sabor simplesmente certo de caramelo tal qual na nossa infância. Como aquele instante rápido entre fazer-nos à onda e o mar que nos toma por completo, nos restitui a energia e nos devolve ao mundo.
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O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
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Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade. 
A intuição luta com o medo e na arena o medo mesmo que picado tem sempre muita força. O medo acossa-nos.