Avançar para o conteúdo principal

Da Suécia com amor ... NOT!

A IKEA é um conceito óptimo, tem produtos giros, é inovador, tem qualidade e boa oferta. 

É loja-fétiche da decoração, cria empregos, gera um volume de negócios brutal e tem uns catálogos todos catitas.

Além disso, baluarte da sua herança sueca, tem procedimentos funcionais supostamente para ajudar o cliente.

Mesmo assim, permitem (validam, aceitam, dão o OK nas suas instalações) que o seu parceiro de transporte e montagem tenha um comportamento de aldrabão puro e duro.

3 idas à Ikea (uma a Loures, duas a Alfragide), 3 vezes se questionou como, depois de seleccionados os armários pretendidos, e assegurando nós o transporte, quando nos poderiam fazer a montagem dos malfadados armários (que nos parece complexa). Só uma nota, para esclarecer, não estamos a falar de 2 estantes Billy de 90€, mas de um montante muito mas mesmo muito acima.

Primeiro, só para Agosto porque há um excesso de pedidos de entregas. Ok, resolvido isso, voltaram a explicar onde pediamos as peças e pagávamos, onde nos entregariam e onde de seguida contratávamos a montagem. Confirmaram que não seria necessário processo de medição do local, uma "regra" que explicámos ser desnecessária porque nós, que moramos na puta da casa, sabemos que os armários cabem. Mas, tudo bem, confirmado. Há data disponivel para o dia em que poderiamos estar em casa. Perfeito.

Em Alfragide, já sabiam quem éramos e o que queriamos. Tanto as pessoas da loja, como os da transportadora. Já nos tinham dito inclusive os preços. Montagem, 80€.

Pois bem, hoje, quando se vai fazer o contrato afinal, e dado SER APENAS montagem, ie, penalizando-nos por não comprarmos o serviço de entrega, o preço praticamente passava para os 160€, entre a taxa de deslocação, mais o imposto rodapé e as tretas todas de argumentos que arranjaram.

Apesar de ser uma questão de dinheiro (80€ é diferente de 160€), optámos pelo salve-se quem poder, e daqui a uns 6 anos temos aquilo montado. Porque se há coisa que me irrita é quererem-me fazer de parva. O tentarem enrabar o cliente com coelhos tirados da cartola assim de repente. Tiveram mais do que tempo para nos esclarecer acerca dessa sobre-taxa (e perante esse dado tomariamos uma decisão) mas nunca ninguém fez jogo honesto. 

Por mim, os armários tinham lá ficado. Pelo preço que foram não mereciamos este mau serviço. Aliás, para os principios que a IKEA tanto apregoa esta atitude é incoerente. E se a culpa é da transportadora, que tem autonomia para agir como se fosse vendedora de time-sharing, a IKEA é responsável, em última análise.

Tão ladrão é o que rouba a horta como o que fica à porta.

Fico mesmo lixada com tanta garganta e depois, vai-se a ver, no terreno são só mais uns a enganar o pessoal. Livra!

 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A importância de se chamar Candidato

Numa altura em que as empresas recorrem cada vez mais às redes sociais para procurar candidatos a postos de trabalho (89%) e que 65% por cento é bem-sucedida, conseguindo contratações satisfatórias (Fonte: PR Comunicácion) convinha que as empresas de recrutamento e de executive search pensassem um bocadinho mais sobre o seu modus operandi.


Falo por experiência, por conhecimento e por não ter conseguido efectivar mudanças. 

O headhunter da velha guarda, armado em doutrina maquiavélica, que nunca leu, perspectiva o candidato como um meio para atingir um fim: facturar.  O candidato só serve enquanto servir os interesses do projecto. A satisfação do cliente é posta à frente de tudo e todos. Esta sobranceira linha de raciocínio,  a frio, tem alguma razão de ser. Quem paga as contas são os clientes. Como metodologia, é um erro crasso.
Num mercado concorrencial, um factor claramente diferenciador é a relação que se estabelece entre um consultor e os seus candidatos, pelo menos com aqueles que a…

gaja à beira da loucura

Isto pode paracer a demência absoluta mas já estou por tudo. A Alexandra Solnado (isso mesmo, este post vai por esse caminho...) dizia numa entrevista, há umas semanas, ao promover o seu mais recente "livro" que a maioria das pessoas que lhe aparecem para consultas, são pessoas doentes - jura?!
Agora, a sério, as pessoas padecem de doenças fisicas e, no seu desespero, que nem é discutivel porque cada um saberá o que se sente quando se chega a esse patamar, procuram ajuda ou conforto no projecto da Alexandra Solnado (é assim que se chama). Posto isto, explicava a Alexandra Solnado que as doenças são, não obstante, reflexos de outros problemas mais antigos ou e a outros níveis. Não me recordo dos exemplos que ela dava mas era algo como pessoas que tinham tido muitos desgostos e uma vida marcada pela tristeza, desenvolviam uma doença grave em especifico, localizada numa área do corpo em particular. 
Ora, e dando o beneficio da duvida a esta teoria (pois que temos a perder?), gosta…

Inesperadamente, a semana passada

Uns dias bons.
O  25 de Abril. Comer caracóis, os primeiros deste ano. Passear e trabalhar no Porto, deambular nos Clérigos. Diariamente, sessões de The Newsroom e Melhor do Que Falecer. O Pedro Mexia e os ferrinhos na emissão especial do Governo Sombra (e a banda sonora e a Manuela Azevedo e as citações certeiras de Salazar bem seleccionadas por Ricardo Araujo Pereira). O Benfica, tão grande! Opá, o Benfica ❤️