Avançar para o conteúdo principal

hoje foi assim...

A manhã começou mal. Estava eu a sair do banho e uma mega borboleta marrava incessantemente com a luz do tecto. Odeio borboletas. Não lhes acho piaducha alguma. Solução: pegar numa toalha e fazer placagens às paredes até matar a desgraçada. Acho que sobreviveu mas expulsei-a pela janela.

Segue-se ter que sair de casa e levar chapéu de chuva. Coisa que me põe doente. DOENTE. 

E sair para onde? Dentista! Yeah! Tão contente. 2 horas de tensão, costas doridas de tantos nervos, aquela maldita broca que parece furar o cérebro, a plasticina para fazer moldes, respirar apenas pelo nariz quando se tem sinusite, em jejum... Tudo coisas agradáveis.

A sério, estava mesmo capaz de beber 10 bicas quando cheguei ao El Corte Inglés. E... de repente, relax, a vida ganha novas cores. Sessão de maquilhagem oferta da Chanel. É tão bom ser mimada assim: com mãos especialistas, produtos maravilhosos e dicas todas jeitosas. Trabalho final 5 estrelas.

Boa companhia para o almoço. Há amigas que estamos anos sem ver mas sentam-se connosco e fica tudo normal. Sentir a preocupação e o carinho nas pessoas que nós conhecemos e gostamos é reconfortante, é uma "almofada" que nos dá segurança. 

Fim de dia, missa. Sim, é verdade, fui à missa. Por respeito e saudade de alguém que acreditava muito. Ouvi pacientemente o padre, com uma imagem assustadora do Nosso Senhor dos Passos (que sempre me meteu medo, muito medo) demasiado próxima da minha pessoa, e, globalmente, fiquei a pensar como atraem estes padres pessoas às suas pregações. No mínimo, seria simpático praticar os nomes das pessoas a mencionar, previamente à cerimónia. Cai muito mal aquela gaguez de quem foi apanhado de surpresa.    

Grand Finale ... Jantar com amigo Tiffany no mítico Tonga (40 anos em 2010, desde 2009 rejuvenescido, como Tonga Tasca). 





Tanto café bebi no Tonga durante a adolescência... Que bom que é voltar agora num ambiente mais jovem, bem decorado, com uma carta catita ... A Time Out, o ano passado, considerou-o um dos 150 melhores restaurantes da grande Lisboa no  Guia de Restaurantes 2010.



Caracóis e 1º jarro de sangria, para entrada em grande estilo.




Choco frito e queijo curado com tostas.




Batatas Bravas.




Ovos mexidos com farinheira salteada.



Quando a desgraça era iminente, mandou-se vir mais um litro. E foi a hecatombe



Mensagem Final, e o mais importante de tudo, o que me disse a minha companhia de almoço 5 estrelas: "Calma, tudo se vai encaixar. Para a C. é que já não há nada a fazer.*"

Obrigada, Isália. Precisava de o ouvir.


* C. morreu recentemente de cancro. 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Do arrebatamento

O vestido caiu facilmente. Estava apenas preso pelas alças nos ombros magros e deslizou com vontade declarada pelo corpo, até ao chão, enquanto ela acendia uma única luz de presença.

Beijou-lhe o ventre. Sentiu-o a tremer. Antecipação. Expectativa. Sentia-lhe o calor sem sequer tocar. Era como uma fonte inesgotável de desejo prestes a desmoronar-se com um toque. Os dedos enfiaram-se entre a pele e a linha das cuecas de renda fazendo-as sair com mestria. Estava liberta, da máscara de tecidos, não das demais camadas de protecção. Tal não a impedia de arfar baixinho e com satisfação sob um rosto que perdia vergonha a cada caída da cabeça para trás.


Nua, encostada à parede fria, costas arqueadas, totalmente exposta viu-a a desmontar-se com cuidado ao primeiro beijo que se colou à boca como dali não houvera saída. Era intenso, forte, penetrante o modo como ela o arrastava para si com a língua e uma perna em torno da cintura.


Todo aquele momento era primário, selvagem, sem travões ainda que, e…

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Das razões

Quero-te pela desarrumação incompreensível que somos. Quero-te pela forma como me procuras à noite na cama, ainda a dormir, de modo instintivo, apenas para te recostares do mundo e amaciares no meu calor. Quero-te (tanto) quando sais do mar, feliz e salgado, qual criança livre agarrado à prancha como se fosse o teu bem mais precioso, a tua melhor amiga, a porta para o teu refúgio. Quero-te pelos beijos inesperados, lentos, que invadem qual descarga eléctrica, e afirmam sem hesitações desejo e amor. Quero-te pela forma como te afundas num livro e tudo à volta entra em pause-still e, mesmo assim, de repente tocas-me no joelho, no cabelo, dás-me a mão. Quero-te porque sei que acreditas em mim e não me questionas, crês que posso mudar o mundo. Quero-te pela tesão, confiança, cumplicidade e pelas saudades que temos, ainda, sempre, um do outro. Quero-te por te rires quando começo a cantar músicas que gosto e ouço a tocar, esteja onde esteja. Quero-te por dançarmos na rua se preciso entre ga…