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José, le taxi

Sinceramente, não sei se sou só eu a quem acontecem estas coisas mas, de facto, a mim acontecem, e com frequência.

Hoje, numa deslocação de taxi, o Sr. José, fiquei eu posteriormente a saber o seu nome, tinha, logo assim à cabeça, Radio Amália, que é algo que já me colide com os nervos. Taxi = radio Amália, não resulta! Já irrita.

Porém, o senhor foi um querido e tirou o som. Pudera, tinha companhia na viatura, queria era conversa. Uma pessoa até pode fazer o esforço, ainda que estivesse pra' lá de stressada, mas também há limites. O raio do homem conversou o tempo todo em rima. Eu repito, em RIMA... Estão a imaginar a corrida?

Não contente, e a rimar, chamou-me santa. Expliquei-lhe que santa era a minha amiga Catarina. Porém, o gajo queria mesmo era introduzir o factor "jesus" no nosso monólogo, acabando por dizer que eu tinha viindo do Espirito Santo. Eu bem lhe expliquei que vim do Montepio, hospital particular nas Caldas da Rainha, mas ele insistia que a minha origem era espiritual.

Anda uma pessoa em crise para aturar estes loucos.

Só mesmo eu, pois então!

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