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Da curva do desejo



A cortina raspa mansa no chão de madeira. As sombras povoam o tecto através de uma janela ampla como o abraço de amantes, em que cabe toda a loucura. 

O despertar pede que se atrasem os relógios, pare o tempo, um frame imutável daquela espécie de perfeição. Corpos caídos em terreno de tréguas, perdidos num só. 

Sob silêncio do irrepetível com o desalinho do que poderia não acabar ali. Assim. Com explosão de luzes. Pele com pele perante a curva do desejo. Longo, no passo certo como se não fora um primeiro momento. 

No entanto, findava inclemente sob o lânguido movimento de um sol desavergonhado que aquecia a nudez.

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