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Amor de tia!

-Pedro, olha o presente da tia, pra' levares para a praia!
Estendo-lhe, cheia de orgulho, as mini havaianas e o gajo desata-me num berreiro. Sua excelência, só gosta de Crocs.

Enquanto rebolávamos na brincadeira.

-Pedro, quem é a coisa boa da tia?
-Sim, mas vamos tirar fotografia? (nem aí para o facto do estupor do iPhone tem "dói-dói"... Ahn, ahn, e ele com isso?)


Na cozinha.

-Pedro, queres brincar com a tia?
- o tio nuno? (Oi? Perdão? Como é? Quem?)
- O tio Nuno esqueceu-se de vir buscar a tia e foi pra' casa.

Olhou-me muito sério. E riu-se. O sacana riu-se!

Claro que tudo é compensado pelos beijos, pelos "tia monica" e, claramente, pelos 2 sacos de fardas para o colegio. É tudo maravilhoso. O meu puto vai ser o reí dos sub 3!

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Do acosso

Este calor que se abateu com uma força agressiva consome qualquer resistência. O suor clandestino esbate vergonha e combate qual sabre as dúvidas. 
A noite feita à medida de libertinos cancela as vozes interiores que alertam para mais uma queda dolorosa. A brisa quente atordoa, embriaga no contacto com a pele. O tempo pára, as palavras suspendem entre olhares que sustentam no ar tórrido toda a narrativa; qual pornografia sem mácula, mas plena de pecado. A lua cheia transborda e dá luz à ausência de sanidade que percorre no corpo. Tudo parece possível, uma corrente de liberdade atravessa-nos com o sabor do quente esmagado.
E, mesmo assim, pulsa algo mais intenso. Mais derradeiro. Mais dominador. Mais perverso que o toque dos dedos. Mais agressivo que a temperatura irrespirável. O freio da impossibilidade. 
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Das pequenas coisas

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O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
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Dos maldiitos

via boudoir photography

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Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…