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nuno, tinhas falado comigo, pá!

Li hoje no DN (acho, não tenho a certeza, a sério, lamento se me estou a equivocar), no resumo que fizeram da entrevista-base, que em tal "entrevista do ex-avançado do Benfica ao Record (NA: aka, pasquim mete nojo),  [Nuno Gomes] poupa os dirigentes (embora denuncie a impotência perante o treinador) e põe toda a responsabilidade da dispensa no homem que se senta no banco" .

Bem-vindo ao mundo real.

Se tivesses tido um têtê-a-tête com esta humilde sócia, em finais Março, desde logo ter-te-ia explicado, ó Capitão que existe sempre um gajo idiota com falta de carácter e de tomates que tem sempre a culpa, como os mordomos.

É a Lei da Selva, mas os FdP safam-se. E as pessoas de bem (nós), seguem em frente com graciosidade (mas lixados). True story. 

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Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
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O toque é denunciador. Desmantela as forças e faz sucumbir com tamanho ardor. O beijo que transporta silêncio, paz, meta. O abraço que acolhe uma gargalhada e o estranho sentido de que tudo está bem.
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Do arrebatamento

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Beijou-lhe o ventre. Sentiu-o a tremer. Antecipação. Expectativa. Sentia-lhe o calor sem sequer tocar. Era como uma fonte inesgotável de desejo prestes a desmoronar-se com um toque. Os dedos enfiaram-se entre a pele e a linha das cuecas de renda fazendo-as sair com mestria. Estava liberta, da máscara de tecidos, não das demais camadas de protecção. Tal não a impedia de arfar baixinho e com satisfação sob um rosto que perdia vergonha a cada caída da cabeça para trás.


Nua, encostada à parede fria, costas arqueadas, totalmente exposta viu-a a desmontar-se com cuidado ao primeiro beijo que se colou à boca como dali não houvera saída. Era intenso, forte, penetrante o modo como ela o arrastava para si com a língua e uma perna em torno da cintura.


Todo aquele momento era primário, selvagem, sem travões ainda que, e…