Avançar para o conteúdo principal

Filosofia de Blogues II

Não sou expert em design, moda ou aconselhamento personalizado sobre o que vestir.

Tenho o meu próprio gosto, acompanho tendências e devoro revistas em busca de novos cremes, vernizes, carteiras. Não tenho nem budget nem corpo para grandes produções mas posso admirar e partilhar. E gosto mesmo de roupa. Adoro trapos.

O meu "cantinho blogueiro" não é patrocinado. Porque não quero. Tudo o que recomendo, e eu possua, paguei (ou o cartão de crédito pagou) ou são coisas que experimentei e gostei ou fui bem atendida ou são coisas de amigos. Apesar da sua modesta visibilidade, mas com visitantes muito estimados, já podia ter cá posto uns anúncios. Recuso-me. Nada contra, mas não é esse o meu objectivo. 

O meu "canto" é multitemático e mantem-se fiel àquilo que gosto, penso e digo, a bem ou a mal, sm grandes filtros. Goste quem goste, não comprometo os meus disparates para não ferir a imagem de marcas que cá estivessem publicitadas. 

Mais uma vez, nada contra. É só uma opção (PS: Prada, Gucci, Vuitton, Chanel, Marchesa, Dior, Uterque, Bimba y Lola, pra' voces, mi casa, su casa).

Divirto-me à brava a vaguear por blogs de pseudo-fashionistas, nos quais há ANÚNCIOS (!!!), e ver as coisas giras que aparecem.

Hoje deliciei-me com um blog em que a autora, super doutorada em conselhos de moda, aparece a mostrar os seus looks, com (e vamos por partes...):

- unhas dos pés, amarelo L'Oreal;
- unhas das mãos, rosa (laranja?);
- pulseiras Virgencitas (não há cu que aguente!!!) misturadas com Pandora (no fuckin' comments);
- relógio Eletta com brilhantes;
- top de folhos rematado com o pendente do sapato Blanhick da Tous (pessoalmente, acho possidónio mas sou só eu!).


Há outro elemento comum e fascinante a esta malta... A obsessão pela H&M (ok, tem coisas giras e bem em conta mas a qualidade das peças, na mão, deixa muitas vezes a desejar) e pela Blanco. Neste ultimo caso, acho mesmo caro para o que é, sobretudo caro para o estilo vulgarucho. 

Uma última consideração: quando um blog publicita o ultimo gel de banho de pêssego do Lidl, 5 ou 6 também o publicitam. E é sempre a ultima coca-cola do deserto.

Eu acho mesmo piada... Relógios Eletta Vilamoura... P'loamordasanta.



Comentários

Anónimo disse…
kakakakakaka. I clap my hands. Mt, mt mt bommmmm!

beijinhos, M.P do norte.
Dulce disse…
Bem, a julgar pela tua descrição... que combinação medonha!!! :$

Sigo alguns blogues do género, sobretudo para estar a par de novidades (promoções, lançamentos, etc) não tanto de tendências (essas são do domínio da Bíblia, leia-se, Vogue). E a verdade é que quando me cruzo com fotos do que vesti ontem, hoje e no baile da terrinha... irrita-me um bocadinho... haja pachorra para tanto narcisismo!!

Mensagens populares deste blogue

Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

Do arrebatamento

O vestido caiu facilmente. Estava apenas preso pelas alças nos ombros magros e deslizou com vontade declarada pelo corpo, até ao chão, enquanto ela acendia uma única luz de presença.

Beijou-lhe o ventre. Sentiu-o a tremer. Antecipação. Expectativa. Sentia-lhe o calor sem sequer tocar. Era como uma fonte inesgotável de desejo prestes a desmoronar-se com um toque. Os dedos enfiaram-se entre a pele e a linha das cuecas de renda fazendo-as sair com mestria. Estava liberta, da máscara de tecidos, não das demais camadas de protecção. Tal não a impedia de arfar baixinho e com satisfação sob um rosto que perdia vergonha a cada caída da cabeça para trás.


Nua, encostada à parede fria, costas arqueadas, totalmente exposta viu-a a desmontar-se com cuidado ao primeiro beijo que se colou à boca como dali não houvera saída. Era intenso, forte, penetrante o modo como ela o arrastava para si com a língua e uma perna em torno da cintura.


Todo aquele momento era primário, selvagem, sem travões ainda que, e…

Das razões

Quero-te pela desarrumação incompreensível que somos. Quero-te pela forma como me procuras à noite na cama, ainda a dormir, de modo instintivo, apenas para te recostares do mundo e amaciares no meu calor. Quero-te (tanto) quando sais do mar, feliz e salgado, qual criança livre agarrado à prancha como se fosse o teu bem mais precioso, a tua melhor amiga, a porta para o teu refúgio. Quero-te pelos beijos inesperados, lentos, que invadem qual descarga eléctrica, e afirmam sem hesitações desejo e amor. Quero-te pela forma como te afundas num livro e tudo à volta entra em pause-still e, mesmo assim, de repente tocas-me no joelho, no cabelo, dás-me a mão. Quero-te porque sei que acreditas em mim e não me questionas, crês que posso mudar o mundo. Quero-te pela tesão, confiança, cumplicidade e pelas saudades que temos, ainda, sempre, um do outro. Quero-te por te rires quando começo a cantar músicas que gosto e ouço a tocar, esteja onde esteja. Quero-te por dançarmos na rua se preciso entre ga…