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Filosofia de Blogues III

Há uns anos tinha uma amiga, dos tempos idos da faculdade, que na primeira vez que foi à Feira da Golegã, para impressionar os amigos da sua paixão, apareceu de calças pretas a imitar crocodilo  e umas botas de estilo lycra elástica de salto alto, da Versus (versace), ou uma marca assim. Estava um frio, chovia, havia lama e a única coisa apropriada que a rapariga tinha vestido era um oleado. 

Isto foi há 17 anos. Nunca me esqueci. Eu de jeans, bota alentejana e boina. Até me senti mal.

Lembrei-me disto porque, lá está, nas deambulações pela blogosfera nacional, tenho sensações  dejá vue. Isto no sentido de que há pessoas que no seu esforço pela evolução, não conseguem largar uma espécie de "provincianismo". E, estando "à moda", exageram no seguidismo, que confundem com estilo. 

Não é dor de corno. Ou melhor, até é uma espécie disso.  

Porque dá dó terem corpinhos tão "trabalháveis" e depois ... pronto, quadro de misérias, como diria a Mary (também conhecida como a gaja escorraçada por uma blogger LOL). Deram as nozes a quem não tem dentes, dassse

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Dos maldiitos

via boudoir photography

Agora acordo com mensagens que iluminam o telemóvel e em que dás conta de como pensas em mim antes de dormir. E que o queres partilhar comigo porque agora sentes saudades minhas. Agora recebo telefonemas sem hora nem expectativa e a voz é meiga e quente. Não ouço nada do que dizes, as palavras apenas são ditas mas há muito que já não têm peso ou impacto.
Antes foi a indecisão. O jogo dos que não se comprometem, que querem atalhos facilitados para um espaço confortável de repouso, salvação emocional momentânea, ilusão de pertença. Egoísta forma de ser que suga o querer dos outros para se sustentar, para sentir uma rede rápida de carinho e abraço mas que reclama para si a indisponibilidade de reciprocidade. Para quê? Se vos é dado grátis um sentimento para que serve o esforço de lutar por ele, qual o propósito de envolvimento, de estar, dar a mão, partilhar silêncios e perder a possibilidade de ter mais e mais, melhor, diferente, sempre mais, outras.
Era assim, ante…

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Do arrebatamento

O vestido caiu facilmente. Estava apenas preso pelas alças nos ombros magros e deslizou com vontade declarada pelo corpo, até ao chão, enquanto ela acendia uma única luz de presença.

Beijou-lhe o ventre. Sentiu-o a tremer. Antecipação. Expectativa. Sentia-lhe o calor sem sequer tocar. Era como uma fonte inesgotável de desejo prestes a desmoronar-se com um toque. Os dedos enfiaram-se entre a pele e a linha das cuecas de renda fazendo-as sair com mestria. Estava liberta, da máscara de tecidos, não das demais camadas de protecção. Tal não a impedia de arfar baixinho e com satisfação sob um rosto que perdia vergonha a cada caída da cabeça para trás.


Nua, encostada à parede fria, costas arqueadas, totalmente exposta viu-a a desmontar-se com cuidado ao primeiro beijo que se colou à boca como dali não houvera saída. Era intenso, forte, penetrante o modo como ela o arrastava para si com a língua e uma perna em torno da cintura.


Todo aquele momento era primário, selvagem, sem travões ainda que, e…