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Das contradições






Ela encerrava demasiadas contradições para uma única vida, que fosse linear. 

Tinha em si muitas noites de profundo sono, sem sonhos, adormecidas no fio complexo entre o que queria e a sucessão de dias sem destino, à deriva, debaixo de desejo e curiosidade. 

Caminhava segura sob pernas que tantas vezes tremiam sem que se notasse. O chão nunca lhe faltava por muito que as paredes se inclinassem pois nada restava estável. 

E o riso, inconstante, autêntico, profundo, pérfido, trespassava com autoridade as cambiantes intranquilas que a acossavam. Era genuína, mas incompreensível

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