Aquele momento em que nada faz sentido.
Que somos engolidos por uma espécie de tontura tão forte que nos atira contra paredes, nos faz rodopiar sem perceber para onde vamos ou como parar.
Aquele momento em que só vemos um mero saco às costas com livros, muda de roupa, caderno e caneta, e fugir. Modo fuga sem destino, em direcção ao mar e ao silencio.
Aquele momento em que tudo já nos consumiu, todas as vozes chegam distorcidas, o ruído tornou-se demasiado. Só resta flutuar até a pele escaldar, a mente esvaziar-se por completo. Somente sal e solidão.
é essa a matéria que fabrica alguns de nós?

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