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Da pressa






Abre mais uma garrafa. Deixa o vento fresco desta noite morna acalmar a pressa que nos corre nos olhos. 
Deixa o vinho repousar enquanto acendemos um cigarro e estico as pernas sentada no chão, com a lua como testemunha silenciosa e conivente. 
Deixa a música deslizar em tom de pecado pela nossa pele como se fossem pontas de dedos a acariciar em semi círculos o pescoço, as omoplatas, a nuca, uma madeixa de cabelo rebelde que verbaliza desejo. 
Deixa o demais silêncio tomar conta de nós e ditar o ritmo. Doce antecipação, suave tortura, força e vulnerabilidade, confortável desarrumação que nos varre em total arrepio.

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