Perguntam-me como estou e na minha cabeça, encolho os ombros e sigo em frente.
Não respondo, não me interessa alimentar o dano, o consciente estado de que magoa mas não dizima, apenas custa sobreviver para contar.
No meu silêncio, deixaste de existir, como se o teu corpo nunca houvera tocado o meu, como se nunca tivesses tombado em mim para esquecer o mundo lá fora, como se nunca me tivesses abraçado com propósito, em paz, com tesão.
Não és mais bem-vindo ao sagrado e inexplicável universo que criei, habito e transformo em porto de abrigo para mim, ao qual te dei acesso, te permiti estatuto de VIP.
Está-te vetada a entrada por ausência de requisitos. Não estás à altura, falta a força e coerência. Como estou, perguntam... egoísta, creio: diluem-se as penas entre o que me faz única

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