O passado vem connosco. Faz parte do abrigo e do corta-vento.
O passado molda-nos. Condiciona-nos. Cria-nos grilhetas e provoca monstros que escondemos sob sorrisos, jogging e um gin.
Mas o passado ficou num tempo que já foi. Cada um permite que esse peso invada o presente; e não construa um futuro.
É culpa, penitência nossa deixar que ele nos atrapalhe os passos, nos paute a inacção. Dele só podemos recolher aprendizagens e catapultar-nos para o futuro. Nele não podemos ficar reféns, sob pena de não ter um futuro que não seja enredado em medos e sem pulsação acelerada.
O passado não deve ser pedra de toque para quem nos acolhe no presente. Pode ser uma janela para compreensão, apenas isso.
As nossas vestes de ontem despem-se. Não são parte da equação do hoje. O amanhã constrói-se de raiz e essa oportunidade é tão única, porque a desperdiçamos?

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